Artigos

Fundación Moncho Reboiras
para o estudo e a divulgación da realidade social e sindical na Galiza

A geopolítica da Internet.

A Google desafia o governo da República Popular da China: a grande imprensa de "informação" aplaude com estardalhaço o rigor moral e a coragem de uma multinacional pronta a pagar caro em termos económicos a fim de não se submeter às imposições da censura e a reafirmar o direito humano à livre informação. Na verdade, ainda que de modo muito minoritário, algumas vozes fizeram-se ouvir para pedir maior prudência: não haverá senão nobres motivações como explicação do golpe da Google ou será que considerações de outra natureza estão em jogo? O grande gesto poderia não ser senão um golpe de teatro de uma astuta campanha de relações públicas: virar as costas com ostentação a um mercado certamente muito prometedor, mas pelo qual a concorrência local é aguerrida e conquistadora, pode afinal de contas beneficiar a imagem e os lucros da multinacional estado-unidense, abrindo-lhe o caminho para uma expansão em outros países e ao nível mundial... Portanto, no cenário tratado na Itália pelos órgãos de imprensa mais "anti-conformistas", emerge assim o cálculo utilitário ao lado dos direitos humanos. A geopolítica, em contrapartida, continua a estar ausente, a qual no entanto, para um observador mais atento, verifica-se se o autêntico protagonista. Para perceber, façamos um salto atrás de cerca de sessenta anos, concentrando-os num caso, aqui reconstruído a partir de um artigo recente de Alessandra Farkas no Corriere della Sera.

Ler máis...

Imperialismo e barbarie imperialista.

O imperialismo, o seu carácter, medios e fins, foron cambiando segundo a época e o lugar. Historicamente, o imperialismo occidental foi adoptando as modalidades tributaria, mercantil, industrial, financeira e, no período contemporáneo, unha forma única de construción do imperio “brutalmente militarista”. Dentro de cada “período”, “coexisten” co modo dominante elementos de pasadas e futuras formas de dominación e explotación imperialista. Por exemplo, nos antigos imperios grego e romano, os privilexios comerciais complementábanse coa extracción de pagos tributarios. O imperialismo mercantil viuse precedido e acompañado inicialmente polo saqueo das riquezas e a extracción de impostos, en ocasións referido como “acumulación primitiva”, onde o poder político e militar dezmaba ás poboacións locais e extraía a riqueza, transferíndoa obrigatoriamente ás capitais imperiais. Cando o ascendente comercial imperial consolidouse, empezou a aparecer cada vez máis, como co-participante, o capital industrial, que se viu apoiado polas políticas estatais imperiais de manufacturación de produtos que acabaron cos fabricantes nacionais locais conseguindo controlar eses mercados locais. O imperialismo impulsou a industria moderna, combinou produción e comercio, ambos os complementados e apoiados polo capital financeiro e os seus instrumentos auxiliares: os seguros, o transporte e outras fontes de “ingresos invisibles”.

Ler máis...

Unha folga necesaria e os seus inimigos.

A folga é necesaria. Haina que apoiar e tratar de que sexa un éxito. Hai moitas condicións desfavorábeis que xogan na súa contra: a magnitude do desemprego, a enorme desarticulación social, o propio tempo post-vacacional.... Aínda que fose un éxito de mobilización, os seus resultados tanxíbeis van ser posibelmente reducidos.

Ler máis...

Para os pobres, mercado.

Son moitas as probas que, na actualidade, demostran a inviabilidade do capitalismo como modo de organización da vida económica. Un dos seus máximos apoloxistas, o economista austríaco-americano Joseph Schumpeter, gustaba argumentar que o que o caracterizaba era un continuo proceso de “destrución creadora”: vellas formas de produción ou de organización da vida económica eran substituídas por outras nun proceso virtuoso e de ininterrompido ascenso cara a niveis crecentes de prosperidade e benestar. Con todo, as duras réplicas da historia demostran que se produciu un desequilibrio cada vez máis acentuado na ecuación schumpeteriana, a resultas do cal os aspectos destrutivos tenden a prevalecer, cada vez con máis forza, sobre os creativos: destrución cada vez máis acelerada do medio ambiente e do tecido social; do estado e as institucións democráticas e, tamén, dos produtos da actividade económica mediante guerras, a obsolescencia planificada de case todas as mercancías e o desperdicio sistemático dos recursos produtivos.

Ler máis...

Alimentos e especulación.

Os prezos internacionais dos alimentos retomaron unha lóxica alcista, no mesmo sentido do ciclo previo entre 2007 e 2008. As razóns derívanse principalmente da especulación financeira nas principais bolsas agrícolas do mundo: Chicago, Nova Iorque e Londres.

Ler máis...

Os novos rumos da Revolução Cubana.

As medidas econômicas anunciadas recentemente em Cuba não significarão o fim do socialismo, garante, em entrevista por correio eletrônico, o cubano José Ramón Vidal, professor de comunicação e coordenador do Programa de Comunicação Popular do Centro Martin Luther King (CMLK), em Havana, capital do país.

Ler máis...

10 estratexias de manipulación do poder mediático.

1. A estratexia da distracción. O elemento primordial do control social é a estratexia da distracción que consiste en desviar a atención do público dos problemas importantes e dos cambios decididos polas elites políticas e económicas, mediante a técnica do diluvio ou inundación de continuas distraccións e de informacións insignificantes. A estratexia da distracción é igualmente indispensable para impedir ao público interesarse polos coñecementos esenciais, na área da ciencia, a economía, a psicoloxía, a neurobioloxía e a cibernética. “Manter a Atención do público distraída, lonxe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sen importancia real. Manter ao público ocupado, ocupado, ocupado, sen ningún tempo para pensar; de volta a granxa como os outros animais (cita do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas’)”.

Ler máis...

Imperialismo afia as garras.

O secretário-geral da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rasmussen, defende a permanência no Afeganistão «o tempo necessário para acabar o trabalho» e esclareceu que em 2011 «não haverá retirada de tropas ocidentais». As palavras do responsável da NATO foram proferidas num contexto de escalada da animosidade face à ocupação norte-americana do território.

Ler máis...

Escassez e Sobreprodução

A crise que se agudizou em 2008 coincide com a manifesta escassez não só do aprovisionamento de petróleo (principal fonte de aprovisionamento energético cujo nível de produção se mantém oscilante desde 2005 até a actualidade, com tendência para o retrocesso) mas também de numerosos produtos minerais insubstituíveis nas linhas de produção de inúmeros bens que se tornaram de consumo de massas (no mundo “desenvolvido”) e como tal também subjectivamente insubstituíveis.

Ler máis...

Enquanto crescem os lucros Patrões despedem trabalhadores.

Às vezes há quem fale com franqueza: «a única surpresa é que ninguém se surpreende pela falta de contratos de trabalho no sector privado. Só no mundo da propaganda da Câmara de Comércio é que as empresas existem para criar postos de trabalho. No mundo real, as empresas existem para criar lucros para os accionistas e não empregos. Por isso é que se chama capitalismo e não empregadorismo».

Ler máis...

2021 · Fundación Moncho Reboiras para o estudo e a divulgación da realidade social e sindical na Galiza

Contacto

Política cookies |

Información legal |